Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
04
Mai 09

A par de menções a accountability na execução do QREN, a recente proposta de criação de um Erasmus profissional é das referências mais interessante de toda a campanha eleitoral.

Como antigo estudante Erasmus posso atestar que, muito apesar das diminutas bolsas e dos atrasos no pagamento das mesmas, o programa Erasmus - e os seus afluentes, nomeadamente o Da Vinci -, foi bem sucedido na na abertura de sucessivas gerações à Europa e à sua mundividência.

Um Erasmus profissional, para além de vir a dar continuidade ao groundwork sociológico do Erasmus académico será a ferramenta com maior índice de probabilidade na resposta à crónica imobilidade da mão-de-obra europeia.

Julgo que foi algures numa edição da Newsweek do ano passado que se fazia uma comparação entre a resposta à crise nos sectores europeu (alemão) e norte-americano da construção automóvel. Essa mesma comparação previa uma clara vantagem norte-americana pela implícita mobilidade continental da sua mão de obra.

Um norte-americano encara com naturalidade que, por razões profissionais, tenha se transferir de Seattle para Boston. Já a transferência de um trabalhador checo para um posto em Setúbal é um cenário repleto de dificuldades superiores à simples barreira linguística.

Um Easmus profissional poderá ser o incentivo certo para esta urgência na edificação de um real mercado laboral europeu.

publicado por André Pires às 22:00

comentários:
fui estudante erasmus, fui assistente de línguas ao abrigo do programa sócrates/comenius (educação), sempre com a ideia que um dia quando voltasse ao meu país esta minha visão global e a experiência internacional me iria dar um bom emprego. Não tem valido de nada!!!!Não me parece que colocar os jovens à procura do 1º emprego em programas como este vá resultar se depois a remuneração não coincide e as empresas, instituições privadas e publicas e, porque não, as escolas, têm medo ou não podem pagar. A experiência internacional e o investimento feito pela pessoa que fez o intercâmbio (pk as bolsas são uma miséria!) deve ser recompensado e recuperado. Doutra forma andamos a adquirir experiência para nada. Mais, serão precisas sinergias vitais ao nível europeu, de outra forma, coisas tão básicas como os descontos para a reforma não contam neste contexto. Não basta falar...a ideia é interessante mas Sr Rangel fale com quem participou nestes intercâmbios para que possa ter uma ideia da realidade.ah! O grundvig já cobre este esquema e o PROALV. dá uma ajuda
marisa a 5 de Maio de 2009 às 00:27

Caro André,

Também fui estudante ERASMUS (2003/2004 França) e no mesmo ano a minha namorada esteve no LEONARDO DA VINCI (Sevilha). Tanto um como outro são programas de sucesso e que enriquecem os jovens não só académica e profissionalmente, mas também a nível pessoal, social, cultural.

Um programa a nível europeu (e não um pequeno programa como existe em Portugal) deste tipo para emprego jovem seria de extremo valor para os jovens e para o desenvolvimento dos países da União Europeia.

O caso que apresenta é um excelente exemplo das vantagens que teríamos...
Luis Melo a 6 de Maio de 2009 às 10:19

pesquisar
 
sobre nós
Somos um grupo de jovens pró-europeus, que pretende contribuir para o avanço do projecto de integração europeia fomentando o debate de ideias sobre as grandes questões da actualidade, recordando a história da Europa.
desenvolvimento: Oceanlab
blogs SAPO