Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
17
Mai 09

 

Embora se tenha verificado uma reaproximação entre a Europa e os EUA ainda durante a Administração George W. Bush, a página da história do Iraque só foi definitivamente virada com a eleição de Barack Obama.
A ascensão de Obama à Presidência norte-americana diminuiu significativamente as diferenças existentes entre os aliados atlânticos e, embora continuem a existir naturalmente divergências, os dois lados estão agora de acordo na identificação dos grandes desafios comuns do presente e na necessidade de responderam concertadamente a esses desafios
Para isso muito contribuiu a agenda de política externa do novo presidente dos Estados Unidos, quer a sua abordagem multilateral dos assuntos internacionais, quer a sua política específica para a Europa.
Em relação ao primeiro aspecto, sublinhe-se que, na linha tradicional da política externa de Washington desde a Segunda Guerra Mundial, Obama defende a continuação da liderança americana no mundo, mas através de uma actuação multilateral, o que ficou claro na afirmação de que «a América não pode enfrentar os desafios deste século sozinha», ou no compromisso de «criar parcerias tão fortes quanto a aliança anti-comunista que venceu a Guerra Fria».   
Já quanto à política de Obama para a Europa é sintomática a duríssima crítica que faz neste âmbito à política da Administração Bush, que classifica de «oito anos de unilateralismo gratuito, arrogância e falta de diplomacia»; alternativamente, para ele os EUA devem apostar numa «aliança ainda mais forte com a Europa», traduzindo-se esta em três campos concretos: NATO, através do fortalecimento da organização e da continuação do seu alargamento à Europa de Leste; União Europeia, através do apoio norte-americano ao aprofundamento e alargamento do projecto europeu, que classificou de «a mais bem sucedida estratégia de democratização na história»; relações económicas, rejeitando as pressões neo-proteccionistas que existem dos dois lados do Atlântico.

Além disto, como referiram três especialistas do European Council on Foreign Relations, Daniel Korski, Ulrike Guérot e Mark Leonard, o novo Presidente pode sero primeiro líder norte-americano pós-“relação especial”, isto é, empenhado em ver Londres contribuir para fazer a Europa funcionar em vez de explorar o vínculo bilateral exclusivo entre os EUA e o Reino Unido

publicado por Tiago Moreira de Sá às 12:42

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