Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
18
Mai 09
A relação EUA-Europa é vital para Portugal.
A especificidade do país faz com que ele esteja mais dependente do que qualquer outro Estado europeu da relação transatlântica. Numa Europa essencialmente continental, e de costas voltadas ao Atlântico, o país torna-se ultra–periférico - sobretudo numa época de alargamento a Leste -, logo sem poder ou capacidade de influenciar as decisões fundamentais para os seus interesses. Numa Europa forte, mas apostada na manutenção do laço transatlântico, Portugal garante uma centralidade suficiente, estando em melhores condições de influenciar a tomada de decisão no contexto da União Europeia, ao mesmo tempo que reforça o seu peso no resto do mundo.
A opção portuguesa não pode então ser outra que não a da defesa da manutenção e reforço da relação transatlântica, numa perspectiva multilateral. Neste sentido, o país deve defender as seguintes linhas estratégicas:
1)A complementaridade entre o projecto de defesa europeia e a NATO;
2)A continuação do alargamento da NATO à Europa de Leste e aos Balcãs;
3)O aumento dos contingentes europeus na operação da NATO no Afeganistão;
4)O fortalecimento dos vínculos institucionais entre a UE e os EUA, concretamente através da edificação novas estruturas de diálogo permanente;
5)A defesa de uma estratégia transatlântica comum para a crise económico-financeira; 
6)O aprofundamento da unidade entre a Europa e os EUA em matéria de política económica, com a rejeição inequívoca das tentações proteccionistas dos dois lados do Atlântico
publicado por Tiago Moreira de Sá às 15:11

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