Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
20
Abr 09

Temos memória curta…De certo modo, vivemos ao sabor das circunstâncias e dos acontecimentos, os quais nos fazem, muitas vezes, apagar parte de uma história que nos deve orgulhar.

Penso que os Portugueses olham actualmente para o projecto europeu com uma certa indiferença. A maior parte não terá bem ideia do que tem representado a Europa para Portugal e do que esta poderá representar no futuro. As eleições europeias são vistas como mais um frete democrático. Provavelmente, no próximo dia 7 de Junho, com os termómetros acima dos 30º, muitos não terão a mínima vontade de se levantar da praia durante uma horinha para ir exercer o direito/dever mais básico de qualquer democracia – o voto! Até posso aceitar isso, mas não me conformo…
Assim, parece-me que reavivando um bocadinho a clássica curta memória da existência portuguesa, talvez possamos contribuir um pouco para uma maior participação dos cidadãos num projecto democrático europeu.
O que seria de Portugal se não tivesse aderido à CEE em 1986?
O que seria de nós se não tivéssemos reunido as condições para entrada na moeda única (principalmente neste cenário de crise)?
O que seria da Europa se não fosse um espaço de liberdade de circulação de pessoas e bens?
Hoje, vivemos conformados com esta realidade e esquecemos a importância histórica destas conquistas. É reavivando esta memória de feitos antes impensáveis que podemos ter esperança no futuro deste projecto extraordinário no qual nos inserimos. O futuro próximo da União Europeia alargada é mais importante do que pode parecer. As próximas eleições europeias, a escolha da família política dominante no Parlamento Europeu, é essencial para definir o caminho que queremos para esta Europa. Queremos um caminho de progresso? Ou queremos um regresso aos dogmas e complexos do passado?
Parece-me que vale a pena deixar a praia durante uns minutos…
publicado por Francisco Proença de Carvalho às 10:50

comentários:
Os cidadãos gostam de empenhar-se naquilo que lhes dá proveito; uns empenham-se nos discursos bonitos e autistas, porque a capacidade de papaguear ainda continua a dar lugares e cargos bem remunerados. Para os outros, o sistema político-partidário está a transformar-se num pesadelo, que nos condena diariamente à sobrevivência miserável, a par do cada vez maior enriquecimento de novos burgueses, que tentam seduzir-nos com palavrinhas de circunstância. Quando os cidadãos sentirem que a sociedade caminha para a justiça social, para a igualdade de oportunidades, para o altruísmo e para o espírito de missão de serviço social; quando todos sentirmos que os políticos existem para servirem estes propósitos e não para se servirem da política, então iremos todos votar, por acreditarmos na boa-fé dos candidatos, conscientes de que são pagos para resolverem os nossos problemas, sem reivindicarem mais do que aquilo que nos limitam, seja em matéria salarial, seja em direitos e deveres! Caso isto não seja possível, podem ter a certeza que virá outra revolução, para acabar com as novas burguesias, instaladas no Poder e na sucessão dos cargos políticos, prometidos pelas famílias, que monopolizam os directórios associativos, políticos e empresariais! Consultem http://socialhumano.blogspot.com
politicacorrecta a 20 de Abril de 2009 às 12:58

Parabéns pelo blog!

http://reconstruindoamente.blogs.sapo.pt/

Por falar em futuro:

http://www.zeitgeistmovie.com/

abraços
reconstruindoamente a 20 de Abril de 2009 às 13:24

Seja o que for que aconteça eu sou dos portugueses que serão sempre pobres e sem esperança além do totoloto. Os ricos e as classes médias que façam o frete: « quem lhe come a carne que lhe roa os ossos !»
Fulano a 22 de Abril de 2009 às 06:46

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