Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
21
Abr 09

 

É sintomático que, em sintonia com a hostilização directa da presença da NATO na sua área de influência estratégica, Moscovo procure que o seu diálogo energético com a Europa continue business as usual, onde o interlocutor russo promove a multiplicação de canais de dependência energética.

 

Ao lidar, individualmente com as várias capitais europeias e ao seleccionar players continentais preferenciais, como é o caso da Alemanha, a Federação da Rússia assegura, tanto a fragmentação da capacidade negocial europeia em matérias energéticas, como a instituição de watchdogs de projectos de incontornável relevância estratégica como o pipeline Nord Stream.

 

Chega, mesmo, a ser caricato que o Presidente Medvedev tenha escolhido a sua visita a Helsínquia para a divulgação desta mesmo estratégia de implementação de dependência estratégica que foi apelidada de "Finlandization of Europe".

 

De facto, se hà matéria em que é imperioso um trajecto de integração é a questão energética, onde a crescente dependência europeia face a abastecedores externos obriga à futura diversificação dos abastecedores e das fontes energéticas e à constituição de um mercado energético integrado.

 
 
 
Na resposta a estas urgências, Portugal – como dependente absoluto de importações energéticas, mas não dependente de abastecimentos russos – encontra-se numa posição particularmente privilegiada para a orientação e gestão das atenções energéticas europeias para o principal mercado alternativo que se encontra sedeado nas outras margens do Mediterrâneo.

 

publicado por André Pires às 01:08

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