Grupo de Política Internacional

Europa das Ideias
21
Abr 09

Desde o dia em que “rolou um clima” entre Fátima Campos Ferreira e José Maria Aznar que o meu quinhão elitista proibiu-me de voltar a ver o “Prós e Contras”. Ontem lembrei-me porquê.

Durante toda a noite fui assolado por um pesadelo em que Ilda Figueiredo, com a maquilhagem à senhora da Avon, gritava acerca das “micro, pequenas e médias empresas”.
Sabe-se que, em momentos eleitorais, o PCP fala maioritariamente para o seu interior e para uma faixa de captação de eleitorado muito bem definida. Com os anos esta pool de recrutamento comunista gravitou da tradicional composição agrária para, efectivamente, as “micro, pequenas e médias empresas”, e seus responsáveis. Porém, ninguém – nem mesmo os beneficiários do micro crédito – constitui uma empresa para sobreviver ou para estagnar. Muito pelo contrário o objectivo de qualquer empresa é crescer e tornar-se líder ou um player convincente no seu mercado.
Contudo, quando estas “micro, pequenas e médias empresas” crescem, segundo a lógica do PCP, tornam-se no “grande capital” pecaminoso.
Ecco, o PCP é o único partido que deseja, efectivamente, o insucesso do seu eleitorado. Terei desconstruído Marx ao sabor de um copo de leite morno?   
publicado por André Pires às 21:14

comentário:
Após ter visto o programa de última segunda-feira, nomeadamente o Prós e Contras, fiquei muito decepcionado com interesse dos candidatos ao parlamento europeu. Muitos ainda não sabem o modo como funciona as instituições europeias, nem sabem argumentar, de modo a impulsionar a Europa politicamente e economicamente, só se lembram da Europa quando aparece os fundos comunitários, nesse caso já são todos europeus, mas neste caso em que estámos em crise internacional não houve soluções para combater esta crise, não houve um debate sobre a europa, mas sim campanha eleitoral para as legislativas. Não concordo que haja candidatos comunistas em Portugal ao parlamento europeu, pois são eles os responsáveis pelo o impasse da Europa, e são contra uma Europa Federal, foram contra todos os tratados existentes, até o Maastricht em 1992. Já o Partido Socialista quer descartar as suas culpas, afirmando que o PPE é que tem a maioria no parlamento europeu, no entanto, tem candidatos europeus a se candidatar as autárquias,isso é o resultado por não saberem como funciona as instituições e querem acumular "tachos", porque o que é importante é o dinheiro chegar a conta dos respectivos no final do mês. Saudações!
Daniel Fernandes a 22 de Abril de 2009 às 21:30

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